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Centrais defendem fim das reformas

Geral, 20 de Maio de 2017 às 09:09h

Em nota unitria, as centrais sindicais (CTB, Fora Sindical, UGT, NCST e CSB) "alinham-se cidadania democrtica para exigir a apurao rigorosa de todas as denncias de corrupo e desmandos que vm paralisando o Pas. Na nota, cobraram eleies democrticas e renovaram sua luta contra as reformas Trabalhista e Previdenciria.

 
 
Leia íntegra da nota:
 
Por eleições democráticas e contra as propostas de reformas trabalhista e previdenciária
 
Diante do aprofundamento da crise política após as graves revelações contidas nas delações envolvendo o presidente Temer e outros políticos de expressão nacional, as Centrais Sindicais alinham-se à cidadania democrática para exigir a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e desmandos que vêm paralisando o País, criando insegurança e impactando negativamente a economia nacional, que se manifesta na forma da recessão e no crescente e alarmante índice de desemprego que assola milhões de famílias de trabalhadores.
 
Os trabalhadores exigem o estrito cumprimento do rito constitucional e a revalorização do estado de direito como a via para a devida apuração destas e das demais denúncias e acusações que, cada dia mais, pesam sobre o mundo da política e da administração pública. Desta forma, recusamos e combateremos qualquer iniciativa de promover medidas que afrontem nossa Constituição democrática e cidadã como alternativa à grave crise política à qual o País vem sendo submetido.
 
O permanente esgarçamento das instituições republicanas, ocasionado pelas denúncias e acusações de corrupção, nos leva a considerar que falta legitimidade política e social ao governo para, num momento de grave crise institucional, política, econômica e social como a que estamos vivenciando, querer jogar sobre as costas dos trabalhadores e da parcela mais humilde da sociedade o custo do ajuste econômico representado pelas propostas de reformas trabalhista e previdenciária que tramitam no Congresso Nacional, às quais exigimos que sejam imediatamente retiradas da pauta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. É importante que este debate sobre as propostas de reformas aconteça de forma ampla, envolvendo as representações dos trabalhadores e a sociedade civil.
 
Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, tarefa que deve mobilizar a sociedade civil e suas mais importantes representações, os partidos políticos, as centrais sindicais e as demais organizações dos trabalhadores e representações patronais. Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do Governo Federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas.
 
No dia 24 próximo as Centrais Sindicais estarão em Brasília, com a Marcha Nacional dos Trabalhadores, reafirmando todo o nosso repúdio às propostas de reformas trabalhista e previdenciária e, ao mesmo tempo, buscando soluções democráticas para o atual momento político pelo qual o País atravessa.
 
 
 
São Paulo, 18 de maio de 2017
 
 
Adilson Araújo
 
Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
 
 
Ricardo Patah
 
UGT – União Geral de Trabalhadores
 
 
Paulo Pereira da Silva – Paulinho da Força
 
Presidente da Força Sindical
 
 
José Calixto
 
Presidente da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores
 
 
 
Antonio Neto
 
Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

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